Eletrodos revestidos – Armazenagem, tratamento e manuseio.


Devem ser tomadas certas precauções na armazenagem dos eletrodos revestidos, principalmente os eletrodos básicos de baixo teor de hidrogênio, que são muito higroscópicos e necessitam de cuidados especiais para que suas características não sejam afetadas.

Um eletrodo úmido poderá causar inúmeros defeitos na solda:

- porosidade no início ou mesmo em todo o cordão de solda, trincas ao lado e sob o cordão, porosidade vermiforme, arco instável, respingos abundantes e acabamento ruim.

 

É importantíssimo, pois, que todos os usuários saibam cuidar convenientemente dos eletrodos revestidos.

As latas, por ocasião de sua abertura, ficam inutilizadas para posterior armazenagem dos eletrodos remanescentes, os quais deverão ser imediatamente colocados numa estufa apropriada.

A forma ideal de se transportar e armazenar eletrodos revestidos são em palhetes. Tal sistema evitará choques e danos às embalagens, garantindo sua estanqueidade original. As latas deverão ser sempre guardadas na posição vertical, com as pontas de pega voltadas para baixo, visando preservar as pontas de arco, parte mais sensível dos eletrodos revestidos.

É recomendável que a abertura seja feita pela remoção do fundo da lata; assim, ficará bem mais fácil pegar os eletrodos na lata, pois a ponta de pega estará a descoberto, bem como a tampa remanescente será aquela que identifica o conteúdo em tipo, diâmetro, comprimento e número de produção.

O local de armazenagem dos eletrodos em suas embalagens originais deverá ser adequadamente preparado para permitir a manutenção das suas propriedades.

 

Dois aspectos deverão ser considerados e bem controlados:

- a temperatura e a umidade relativa do ar.

As condições de armazenagem recomendadas para os eletrodos revestidos OK® podem ser observadas na Tabela I.

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Identificação de eletrodos revestidos úmidos


A sensibilidade dos eletrodos revestidos à umidade do ambiente, não sendo de pleno conhecimento dos usuários, implica na deterioração do revestimento, e na consequente necessidade de se efetuar uma ressecagem sobre eletrodos úmidos.

Durante a soldagem com eletrodos muito úmidos pode ser visto um vapor de condensação branco. Se a soldagem com um eletrodo úmido for interrompida, pode surgir uma trinca longitudinal no revestimento, partindo da extremidade do arco.

A forma ideal de analisar a umidade do revestimento de um eletrodo é realizar sua verificação em laboratório; existem vários métodos, sendo mais difundido aquele preconizado na especificação AWS A5.1, onde, por exemplo, são ensaiados os eletrodos básicos de baixo hidrogênio a temperaturas da ordem de 1.000°C.

Nos eletrodos que contêm componentes orgânicos os ensaios são realizados normalmente a temperaturas em torno de 100°C, sendo conveniente, e mesmo necessário, um teor de umidade superior a 1%, tendo em vista a boa aplicabilidade do eletrodo. Nos celulósicos o teor de umidade adequado situa-se entre 3% e 7%.

 

 

A ressecagem de eletrodos revestidos


Os eletrodos celulósicos não são muito higroscópicos e, como admitem teores mais elevados de umidade, dificilmente acarretam formação de porosidades, razão pela qual raramente necessitam de ressecagem. É o caso dos eletrodos celulósicos, cuja ressecagem deve ser evitada.

Os eletrodos básicos são os únicos que aceitam ressecagem em temperaturas mais elevadas, permitindo redução drástica no teor de umidade do revestimento devido à diminuição da água molecular de seus componentes sem prejuízo de suas propriedades.

Alguns pontos importantes deverão ser considerados na ressecagem de eletrodos básicos:

- não prolongar a ressecagem por tempo além do recomendado pelo fabricante do consumível;

- controlar adequadamente a temperatura / tempo de ressecagem;

- evitar ressecagem de grandes quantidades;

- guardar os eletrodos ressecados em estufas apropriadas;

- a ressecagem minimiza o hidrogênio proveniente da umidade do revestimento em eletrodos de baixo hidrogênio;

- sempre que possível, devem ser seguidas as recomendações do fabricante do consumível;

- ressecagem em fornos adequados, aplicável para eletrodos básicos, de altíssimo rendimento, rutílicos, para ferros fundidos e inoxidáveis;

- para celulósicos, a ressecagem deve ser evitada;

- manutenção da ressecagem em estufas próprias.

 

 

Hidrogênio difusível


O teor de hidrogênio difusível é normalmente medido em um volume do gás hidrogênio (em ml) nas condições normais de temperatura e pressão para cada cem gramas (100 g) de metal depositado.


Os teores de hidrogênio difusível para os diversos tipos de eletrodos revestidos OK® podem ser vistos na Tabela II.

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O International Institute of Welding (IIW) classifica os teores de hidrogênio difusível nos diversos níveis exibidos na Tabela III.

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Ressecagem


A Tabela IV mostra a faixa de temperatura efetiva e o período de tempo real recomendado para a ressecagem de eletrodos revestidos OK®.

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Manutenção


A Tabela V apresenta a faixa de temperatura efetiva na estufa de manutenção e na estufa portátil (cochicho) recomendadas para os eletrodos revestidos OK®.

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